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02 décembre 2009

PENSAMENTO DO SÉCULO ...

PENSAMENTO DO SÉCULO ...

O primeiro protector de testículos, na prática do hoquei, foi criado em 1874.
O primeiro capacete para protecção da cabeça foi usado em 1974.

Conclusão:
Foi necessário um século para que os homens percebessem que o cérebro também é importante.
***

"Olha o passarinho" ;-)
Depois do Hóquei, eu gosto é do verão...

15 juin 2009

Taça de Portugal: PORTO 2 - BENFICA 1 (Final)

Taça de PORTUGAL 13 & 14.06.09:
Resultados da "Final Four" no Entroncamento
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FINAL:
Domingo: Dia 14 JUNHO 2009:
3) 17H00 (P): BENFICA 1 - 2 PORTO

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Num jogo bem "à portuguesa", com bastantes contra-ataques de parte a parte (esta é a grande diferença que temos para o hóquei espanhol...), com alguma violencia à mistura e alguns lances perigosos, em que talvez se tenham ganho mais alguns adeptos da possibilidade de se jogar ou não com capacete (Jorge Silva, Tiago Rafael sofreram feridas violentas na face), o F.C do Porto, foi mais feliz e ganhou mais uma Taça de Portugal.

Primeiro, foi Jorge Silva, com uma das suas tipicas arrancadas do lado direito, a "arrancar" um penalty, superiormente marcado por Reinaldo Ventura. Depois, foi o Capitão Filipe Santos, com mais um "Lance de génio", a aumentar para o 2-0.
Um remate de longe em que a bola foi desviada por Tó Silva, permitiu ao Benfica reduzir, mas o resultado final ficou por aqui.

Continuo a não perceber certas escolhas do lado de partir com a bola aquando dos livres directos. Em 90% dos casos, antes do jogador partir, já prevejo que ele vai falhar por causa disso...

Voltei a sentir também algum "Baixar de braços", da parte de um ou outro jogador importante, quando ainda havia muito para jogar. Aqui também temos alguma diferença "no mental", em relação aos nuestros hermanos...
"Mental", foi o que não faltou ao FC Porto, à imagem de Jorge Silva, que depois de ter levado com a bola na boca e imagino, com dores de mandar qualquer um para o hospital, continuou em rinque até final.

O Porto provou mais uma vez, porque é que tem dominado nos últimos anos. Ontem teve que lutar até ao fim, para eliminar o Valongo, que quase fazia história, aproveitando um numero infinito de contra-ataques, muito bem jogados.

E hoje mostrou uma garra enorme (por vezes nos limites autorizados...), para ganhar o "caneco".

Gostei de ver o jogo, mas é tempo de jogar hóquei em patins com um pouco mais de Fair-Play. Isso seria bom para toda a gente. Jogar "Duro" mas sem "violencia". é a minha opinião. Vale o que vale.
Em relação a este ponto, penso que os arbitros até estiveram bem nos cartões que mostraram e as repetições televisivas, quase sempre lhes davam razão.
Grande Abraço a todos & obrigado à Sport TV, pela transmissão de todos os jogos desta "Final Four".
Pedro Antunes
*
- Ler também a crónica do Portal dos Dragões
- Artigo MundoOK
- Percurso dos finalistas - Site CUM
- Cronica do Lucho - Blog "Bibo Porto"
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1/2 finais: Sabado: Dia 13 JUNHO 2009:
1) 19h00 (P): SLBenfica 5 - 1 OCBarcelos (+ Saiba mais)
Golos Barcelos: José Braga
2) 20h45 (P): FCPorto 3 - 2 ADValongo (+Saiba mais) & ( +aqui)
Golos Porto: Jorge Silva. Emanuel Garcia, Pedro Moreira
Golos Valongo: Chico Barreira, Marcio Fonseca

16 janvier 2009

“Utilização dos Capacetes” – Mais um acidente grave!


Acidente Grave:

Foi no dia 25.10.2008, que durante um jogo da LNB Suiça,
um jogador de Berne, recebeu uma bolada na cabeça, atirada pelo adversario Munsingen.

Assim que a bola bateu, o jogador começou a sangrar abundantemente, tendo sido levado para uma pequena permanencia médica.
Aí fizeram-lhe alguns pontos, para fechar o golpe, mas não fizeram sequer radiografias.

Só no dia 24 de Novembro, o jogador Pavel Müller, foi radiografado e devidamente operado durante 6 horas.

O Jogador nunca mais quer voltar a a jogar hóquei.
E mudou de opinião a propósito de se poder ou não jogar com capacetes...
Só depois delas acontecerem é que as pessoas mudam de opinião...

*****
Os capacetes autorizados da Suiça :

Mas quanto a isto, felicito a federação Suiça, pela autorização de jogar com capacetes até aos 16 anos (acho eu), mas acho pena a sua decisão de só homologar 2 tipos de capacetes, que ainda por cima tem 2 buracos por tras da cabeça nos quais a bola pode passar, e a comprar exclusivamente na própria federação a 145 SFr = +/- 100 Euros (com Grelha) ou 195 Sfr = +/- 130 euros (com Plexi), quando se pode comprar um capacete equivalente noutro lado por metade do preço.

O Hoquei em patins já é um desporto caro. Não compreendo que não deichem comprar capacetes mais baratos e com a mesma eficacia para proteger as crianças. E para os ADULTOS também se possivel...

Penso que se os preços forem mais baratos, veremos muito mais crianças jogar com capacetes na Suiça.
Eu que sempre defendi a possibilidade de jogar com capacete em todas as categorias, ficaria muito feliz com isso.


Pedro Antunes

Info: RH-NEWS (
LINK)

29 septembre 2008

Entrevista - José Manuel Silva (Arbitro FPP)

Entrevista de José Manuel Silva, a quem agradeço a amabilidade de ter aceite responder a estas questões, que espero vos permitam conhecer melhor este excelente Arbitro Internacional Português, que eu conheci no Campeonato da Europa de Juniors - St. Omer 2006.
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Nome Hoquistico: José Manuel Silva
Ano de nascimento: 1959
Clube actual: -------
Funções: Árbitro
Clubes que já representou: Assoc. / União Grundig (dirigente / seccionista)
Campeonatos Internacionais em que participou : Europeu de Juniores – 2006 / França & Mundial sub/20 – 2007 / Chile
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Pedro Antunes – Bom dia José.
Tive a sorte de te ver actuar e ter como árbitro em alguns dos meus jogos, no Europeu de Juniores em St. Omer 2006, no qual eu era Seleccionador da Suiça.
Antes de mais, gostava que me deixasses a tua opinião sobre a minha equipa naquele europeu (se é que ainda te lembras), a nível de jogo jogado e a nível disciplinar.

José Manuel Silva - Tive a grata oportunidade de te conhecer pessoalmente aí, pois sabia que o treinador da selecção Suiça era português. Fiquei deveras impressionado com o valor técnico da tua equipa, recordando dois dos seus jogos que arbitrei: frente a Espanha e o seu último desafio desse Europeu perante a selecção Italiana para a atribuição do 3º / 4º lugar, jogo esse que para mim foi dos melhores de toda a competição e no qual perderam injustamente por 2-1 a escassos segundos do final da partida. A nível disciplinar nada de anormal numa equipa que mostrou ser conhecedora das leis do jogo.

P.A. – Senão… Como é que vieste «aterrar» ao Hóquei em patins?
J.M.S. - Sempre fui um aficionado do H.P. e quando a equipa de Hóquei da Grundig começou a jogar num pavilhão perto da minha residência os seus dirigentes vendo que eu estava sempre presente nos jogos e nos treinos convidaram-me a fazer parte da equipa directiva.

P.A. – Como é que nasceu essa vontade para ser arbitro ?
J.M.S. - A vontade de querer sempre saber mais acerca das regras e regulamentos ao mesmo tempo que poderia ter uma participação mais activa na modalidade que gostava.

P.A. – Para que as pessoas te possam conhecer melhor, qual foi o teu percurso hoquista, desde que começaste com este desporto?
J.M.S. - Apenas no dirigismo da Grundig durante cerca de 10 épocas.

P.A. – Que importância tem para ti o Hóquei em patins e que tempo te ocupa durante a semana?
J.M.S. - A oportunidade de participar mais activamente na modalidade que gosto e os amigos que se fazem no dia a dia das competições.
Além de uma ou outra corrida semanal é necessário ainda algum tempo para rever regras e regulamentos.

P.A. – Quais foram os melhores momentos que viveste no hóquei? Tens algumas «anedotas engraçadas», vividas no hóquei para nos contar?
J.M.S. - Alguns dos melhores momentos vividos no H.P. foram a subida ao escalão máximo da Arbitragem Nacional e depois a Árbitro de Categoria Internacional. Momentos inesquecíveis são aqueles que tive a felicidade de usufruir durante os Campeonatos Europeu e Mundial em que participei, pela confraternização, convivência, amizade, etc. entre todos os presentes.
Momentos engraçados há muitos, recordando com um sorriso aquele em que num jogo em Espinho, o meu colega de dupla, quando eu ia a apitar para o início do jogo, passou por mim a correr em direcção do balneário dizendo: “Venho já”. Pensei: “Foi ao WC”, como era seu costume sempre que chegava a qualquer pavilhão para arbitrar algum jogo. Momentos depois regressou e quando tive oportunidade perguntei-lhe porque saíra ao que ele respondeu: “Esqueci-me do apito”.

P.A. – Quais são as maiores dificuldades, que encontra um arbitro de Hóquei em Patins?
J.M.S. - Das maiores são aquelas que se prendem com o desconhecimento das regras e regulamentos, por parte dos adeptos e muitos elementos ligados à modalidade.

P.A. – Há alguma regra em particular, que mudarias para melhorar o hóquei em patins nacional e internacional?
J.M.S. - Embora seja discutível, acho que se dá demasiada liberdade aos guarda-redes “na defesa da sua baliza”.

P.A. – Quais foram as “personagens” do meio Hóquistico que te marcaram mais pela positiva?
J.M.S. - O saudoso Jorge Pauleta, Luís Rei e Rego Lamela. Foi por culpa deles que passei a fazer parte da família da arbitragem.

P.A. – Por todos os clubes em que passei, sempre tive a preocupação de « aconselhar e treinar » também os Árbitros do meu clube. As portas estiveram sempre abertas, para que eles viessem apitar os 30 ou 60 minutos de jogo que fazia no final dos meus treinos. Era aí que eu intervinha para o aconselhar ou corrigir algumas situações.
Viveste essa experiência em algum clube ? Achas que isso também pode ajudar a melhorar o nível dos árbitros em geral ?

J.M.S. - Nunca tive essa oportunidade. No entanto concordo plenamente que isso era óptimo para o Árbitro como o seria também para os jogadores e demais elementos das equipas, pela troca de conhecimentos.

P.A. – Concordas que, se pelo menos os jovens pudessem jogar com capacete (sem isso ser obrigatório), isso também poderia contribuir a uma maior afluência de miúdos para o Hóquei em patins ? Porquê ?
J.M.S. - A lei permite que se jogue com um capacete ligeiro de protecção de plástico ou de couro. Em minha opinião o uso de capacete dá ao H.P. uma imagem mais violenta e era mais um acessório a contribuir para o aumento do custo da modalidade já bastante onerosa.

P.A. – O que é que pensas deste Blog « Patinslover » ?
J.M.S. - Tal como já tive oportunidade de to dizer via e-mail, é através do “Patinslover” que se tem conhecimento e muitas vezes em primeira mão de notícias da nossa modalidade. Obrigado !

P.A. – Uma mensagem que gostarias de deixar …
J.M.S. - Gostava de dizer aos colegas e amigos ligados à arbitragem que não se deixem abater pelas adversidades. Se hoje o jogo não lhes correu como o esperado, o seguinte com certeza será melhor. Acreditem sempre nas suas potencialidades e conhecimentos das regras e regulamentos.

Pedro Antunes – Que outra pergunta gostavas que te tivesse colocado e qual teria sido a resposta ?
José Manuel Silva - Receava que fizesses alguma pergunta sobre a arbitragem, o sistema de classificação dos Árbitros, os observadores, as constantes alterações apressadas e depois anuladas, etc. Ainda bem que o não fizeste, pois iria ser complicado responder ….
*
Obrigado pela tua participação e um grande abraço para ti.
Pedro Antunes.

17 septembre 2008

Entrevista: Miguel MOREIRA (Universidade do Porto)

Nome: Miguel Moreira;
Ano de nascimento: 1980;
Clube actual: Gabinete Actividade Desportiva da Universidade do Porto (Desporto Universitário);
Funções: Treinador e Seleccionador;
Clubes que já representou (enquanto treinador): Hóquei Clube do Marco, Hóquei Clube de Viseu e Juventude Pacense.
*****

Pedro Antunes – Bom dia Miguel, como é que vieste «aterrar» no Hóquei em Patins?
Miguel Moreira - Após os meus irmãos me terem oferecido um par de patins e um skate, encontrei um Professor de Educação Física, atleta de Hóquei em Patins, que me desafiou e/ou levou para o seu clube (infantis).

P.A. – Para que as pessoas te possam conhecer melhor, qual foi o teu percurso hoquistico, desde que começaste com este desporto?

M.M. - Como atleta, representei vários clubes. Iniciei em Paredes, passei por Lousada e Marco de Canavezes e, acabei por terminar a minha “curta carreira”, na localidade onde iniciei.
Enquanto treinador, representei o Hóquei Clube do Marco, o Hóquei Clube de Viseu, a Juventude Pacense e agora encontro-me na Associação Para o Desenvolvimento de Galegos – Penafiel (APDGPenafiel).

P.A. – Conta-nos por favor, como está actualmente o «Hóquei Universitário» e a sua importância para o hóquei nacional…
M.M. - Como deves de imaginar, o Hóquei Universitário tem uma imagem muito nefasta, que é necessário alterar aos poucos…
É muito complexo trabalhar neste contexto, não só pelas limitações estruturais e/ou logísticas, mas acima de tudo, pelos condicionalismos que determinados clubes colocam na utilização pontual dos seus atletas.
Ao início algumas pessoas ficaram surpreendidas com a nossa dinâmica, mas aos poucos, sinto que ganhamos o respeito de todos e fizemos com que o Campeonato Nacional Universitário fosse mais competitivo.
É urgente que a FADU, entidade que organiza as competições, seja mais eficaz e rigorosa, para que se possa dar um “salto qualitativo”.

P.A. – Que importância tem para ti o Hóquei em Patins e que tempo te ocupa durante a semana?
M.M. - Tem imensa importância…
Desde que a equipa da UP iniciou os trabalhos, os princípios de actuação foram sempre os mesmos, isto é, rigor, disciplina e ambição.
Embora seja “só” Desporto Universitário, exige-me imenso tempo, não só na realização do planeamento, como também na observação de atletas e gestão da logística (treinos e competições).

P.A. – Quais foram os melhores momentos que viveste no hóquei? Tens algumas «anedotas engraçadas», vividas no hóquei para nos contar?
M.M. - Os melhores momentos que vivi, estiveram associados às participações nos torneios 3x3 (jogador) e às conquistas que se seguem (treinador):
- Conquista do Campeonato Distrital de Seniores Feminino da Associação de Patinagem de Aveiro – Hóquei Clube de Viseu (enquanto treinador);
- Conquista do Campeonato Distrital de Juvenis da Associação de Patinagem do Porto – Juventude Pacense (enquanto treinador);
- Apuramento para a “Final Four” do Campeonato Nacional da II Divisão – Hóquei Clube de Viseu (enquanto treinador);
- Conquista do Campeonato Distrital de Juniores da Associação de Patinagem do Porto (enquanto treinador);
- Subida da equipa Sénior Masculina à II Divisão Nacional – Juventude Pacense (enquanto treinador); e,
- Participação e conquista do I Open do Campeonato Nacional Universitário em que participei – Universidade do Porto.

P.A. – Quais são para ti, os principais valores que uma equipa de hóquei deve ter?

M.M. - - Ambição;
- Amizade;
- Capacidades Volitivas (... ter força de vontade e capacidade de sofrer);
- Coerência;
- Competitividade (... ter mentalidade competitiva dentro e fora do grupo de trabalho);
- Dedicação;
- Disciplina;
- Disponibilidade;
- Educação;
- Empenho;
- Espírito de clube e de grupo;
- Frontalidade;
- Humildade;
- Respeito; e,
- Rigor.

P.A. – Quais são as maiores dificuldades, que encontras no Hóquei em Patins?
M.M. - Logísticas, sociais e culturais.

P.A. – Há alguma regra em particular, que mudarias para melhorar o hóquei em patins nacional e internacional?
M.M. - Sim, cartões e bloqueios.

P.A. – Quais foram as “personagens” do meio Hóquistico que te marcaram mais pela positiva?
M.M. - De uma forma geral, todas com as quais eu trabalhei, mas destaco os meus actuais amigos António Gomes (treinador) e Marques Pereira (dirigente).

P.A. – Concordas que, se pelo menos os jovens pudessem jogar com capacete (sem isso ser obrigatório), isso também poderia contribuir a uma maior afluência de miúdos para o Hóquei em Patins (HP)? Porquê?
M.M. - Não concordo minimamente.
Sem entrar em grandes pormenores, basta pensar que um dos principais factores pelos quais os jovens não aderem com facilidade ao HP, são razões do foro financeiro, a utilização do capacete ainda iria tornar o equipamento mais caro.

P.A. – Se eu te disser que só temos 10 pistas cobertas na Suíça e menos de 1000 praticantes, o que é que te inspiram os grandes resultados das selecções Suíças a nível Internacional (3° no Euro Júnior 2005, 2° no Euro Seniores 2006, 2° no Mundial Seniores 2007)?
M.M. - Conheço perfeitamente a realidade Suíça, não só por ter estudado na UNIL e ter acompanhado a Riviera Chablais e a Juventus de Montreux, como também, por ter assistido a várias finais de Taça (masculino e feminino)!

P.A. – O que é que pensas deste Blog «Patinslover»?
M.M. - Muito interessante e/ou pertinente.

P.A. – Uma mensagem que gostarias de deixar…
M.M. - Gostaria de agradecer a realização desta entrevista e desejar-te muitas felicidades (a todos os níveis).

P.A. – Que outra pergunta gostavas que te tivesse colocado e qual teria sido a resposta?
Miguel Moreira - Nenhuma em especial!
Eventualmente, num outro contexto, gostaria de falar um pouco do meu novo Projecto Desportivo: APDGPenafiel.

Pedro Antunes - Então, será com muito prazer, que falaremos disso numa próxima ocasião. Obrigado pela tua participação e um grande abraço para ti.

26 mai 2008

Entrevista: Sr. Climério Ferreira (Arbitro internacional Português)

Hoje tenho a honra de apresentar uma entrevista do Sr. Climério Ferreira, antigo Arbitro Internacional Português, a quem agradeço a disponibilidade.
*****
Nome Hoquistico: CLIMÉRIO FERREIRA
Ano de nascimento : 26.03.1948
Clube actual : CLUBE FUTEBOL BENFICA
Funções : DIRECTOR DESPORTIVO
Clubes que já representou:
FC.PORTO (HOQUEI EM CAMPO-CAMPEÃO NACIONAL) – C.F.BENFICA (HOQUEI EM CAMPO E FUTEBOL) – ERICEIRENSE – S.L.CARTAXO (FUTEBOL) – DIRECTOR DO HOQUEI EM PATINS PELO C.F.BENFICA

*****

Pedro Antunes – Senhor Climério Ferreira, como é que veio « aterrar » ao Hóquei em patins ?
Climério Ferreira -
Como já era árbitro de hoquei em campo e futebol, tinha uma certa experiencia e um antigo árbitro de hoquei em patins Vitor Rocha, levou-me para a modalidade, gostei e optei por esta modalidade.

Pedro Antunes – Para que as pessoas o possam conhecer melhor, qual foi o seu percurso hoquistico, desde que começou com este desporto ?
Climério Ferreira -
Comecei como é normal, como estagiário, fiz equipa com um Grande Senhor da Arbitragem Carlos Bica, e evolui rápidamente, e cheguei a Internacional A, com uma nuance inédita no tempo, passei de B a A no mesmo Ano.

Pedro Antunes - Está satisfeito com o percurso que tem feito até agora ? Que outros « objectivos » tem previstos ou gostaría de atingir no futuro?
Climério Ferreira -
Sim, sou um Dirigente respeitado, e defensor da Classe da Arbitragem, por vezes criticado, pelos meus colegas de Direcção, pois não aceito problemas com árbitros.

Pedro Antunes – Que importancia tem para si o Hoquei em patins e que tempo lhe ocupa durante a semana ?
Climério Ferreira -
De momento não estou ligado á modalidade, pois infelismente o meu Clube não pratica a modalidade, apesar de ter sido um baluarte da modalidade, com Adriões, Serpas, etc., mas estou atento e acompanho a modalidade, pois é a modalidade que mais gosto.

Pedro Antunes – Quais foram os melhores momentos que viveu no hóquei ?
Climério Ferreira -
O dia em que soube que ia ser proposto para fazer exame para Internacional, e não foi fácil, foi num Sporting-F.C.Porto, que decidia o título, com a Nave a rebentar pelas costuras.

Pedro Antunes – Sei que Arbitrou no primeiro Campeonato do Mundo do Grupo B em Paris. Tem de certeza algumas « anedotas » vividas com as nossa seleções para nos contar ». Sabe que os apaixonados gostam sempre de ouvir historias de quem sabe. Não se importa de nos deixar aqui uma ou duas ?
Climério Ferreira -
Uma delas, o pequeno almoço do árbitro Suisso que estava nesse campeonato, era champanhe e ostras. Outra num Campeonato da Europa de Juvenis, na altura os espanhóis queriam mandar na Modalidade, e não queriam que eu apitasse o jogo decisivo, Espanha-Itália, pois o empate dava o titulo a Portugal, mas o Pereira da Siva que fazia as nomeações, nao embarcou nessa, disse os melhores árbitros para os melhores jogos, e não é que deu empate. Para alegria de todos nós.

Pedro Antunes – Quais são para si, os principais valores que uma equipa de hóquei deve ter ?
Climério Ferreira -
Uma boa organização, hoje vai rariando os técnicistas, pois ainda sou dos que gosta de ver técnicistas, mas os Livramentos, Vitor Hugo, Xana e outros não aparecem, e a disciplina.

Pedro Antunes – Pensa que esses valores são sempre respeitados ? Porquê ?
Climério Ferreira -
Devem ser, e deve haver um maior apoio ás camadas jovens.

Pedro Antunes – O que é que mudaria, para melhorar o hóquei em patins nacional e internacional ?
Climério Ferreira -
Redução e modificação dos quadros competitivos, alteração de algumas regras, tais como os cartões, que de momento como está gera mais violência, redução de equipas no campeonato do Mundo A, para não se verificar resultados tão desnivelados, que não prestigia a modalidade, e talvez houvesse chance de sermos Modalidade Olimpica.

Pedro Antunes – Qual é o maior conselho que se pode dar a um Arbitro ?
Climério Ferreira - Preparar sempre com antecedencia o jogo que vai apitar, prevendo as incidencias que poderão acontecer, e no próprio jogo ter um comportamento sereno e correcto, que pode beneficiar o próprio espectáculo

Pedro Antunes – A utilização ou não de capacetes, tem sido falada desde há varios anos. Pensa que se os miudos fossem obrigados a jogar com capacete até aos 12 – 15 anos isso também poderia contribuir a uma maior afluencia de miudos para o Hoquei em patins ? Porquê ?
Climério Ferreira -
Não podemos desvirtuar a modalidade, temos que mentalizar todos os praticante desde jovens, que a nossa modalidade não é violenta, para isso os Conselhos de arbitragem devem nomear conjuntamente com árbitros jovens, árbitros de nomeada.

Pedro Antunes – Se eu lhe disser que só temos 10 pistas cobertas na Suiça, o que é que lhe inspiram os últimos resultados das seleções Suiças a nível Internacional (n.d.r. 3° no Euro Juniors 2005, 2° no Euro Séniores 2006, 2° no Mundial Séniores 2007) ?
Climério Ferreira -
Para mim foi a equipa que mais evoluiu nos últimos anos, se continuarem a fazer um trabalho de base, cuidado são uns sérios candidatos a vencer um campeonato.

Pedro Antunes – Pensa que o Blog « Patinslover », tem de alguma forma ajudado a divulgar o Hóquei em patins?
Climério Ferreira - Sim, e de que maneira, só tenho pena é que as pessoas que estão no terreno, não sejam chamadas, quando se trata de resolver os problemas da modalidade

Pedro Antunes – Que mensagem gostaría de deixar neste blog ?
Climério Ferreira - Que as equipas tivessem menos estrangeiros e aproveitassem os seus escalões, jovens

Pedro Antunes – Que outra pergunta gostava que lhe tivesse colocado e qual tería sido a resposta ?
Climério Ferreira - Você como português, e homem interessado na modalidade, nunca foi aproveitado para as selecções portuguesas, está na hora.

Pedro Antunes - Obrigado pela sua participação e um grande abraço para si.

16 avril 2008

Entrevista - Marco Pedro (Ribatejo)

Nome Hoquistico: Marco Pedro
Ano de nascimento : 19-11-1975
Clubes que já representou: A.C.R. Santa Cita, S.C.Tomar, U.F.Entroncamento, Torres Novas, Os Tigres (Almeirim)

Pedro Antunes : Como é que vieste « aterrar » ao Hóquei em patins (risos) ?
Marco Pedro :
O meu irmão já jogava Hóquei e o meu pai era árbitro morava a 30 metros do pavilhão de Santa Cita, não foi difícil aterrar.

P.A.: Para que as pessoas te possam conhecer melhor, qual foi o teu percurso hoquistico, desde que começás-te com este desporto ?
M. P. :
Comecei a patinar com 3 anos em Santa Cita no onde joguei dois anos como infantil,no S.C.Tomar três épocas, no U.F.E. um ano como juvenil, e no primeiro ano de júnior voltei a Santa Cita onde para representar a equipa sénior onde joguei muitas épocas, joguei duas épocas no Torres Novas e uma nos Tigres de Almeirim e espero não ficar por aqui.

P.A.: Estás satisfeito com o percurso que tens feito até agora ? Que outros « objectivos » tens previstos ou gostarías de atingir no futuro?
M. P. :
Estou muito satisfeito com o que fiz até agora, não é a melhor altura para falar em objectivos, mas o principal é voltar a jogar.

P.A.: Que importancia tem para ti o Hoquei em patins e que tempo te ocupa durante a semana ?
M. P. :
Estive parado durante dois anos, nesta altura estou a treinar duas vezes por semana para poder estar em condições para jogar na próxima época e só isso porque como sabem sai do UFE com muita pena minha.

P.A.: Quais foram os melhores momentos que viveste no hóquei ? Tens algumas « anedotas especiais » para nos contar » ?
M. P. :
Fui campeão regional varias vezes fui a todas as selecções destritais joguei largos anos na 2º devisão nacional, mas para mim o melhor momento foi a vitória sobre a Oliveirense em 1998 num jogo da taça de Portugal.

P.A.: O Hoquei em patins também nos trás algumas desilusões. A tua saída da U.F.E. deve ser uma delas…
M. P. :
Não tenho desilusões. No hoquei, como na vida é feita de coisas boas e más.

P.A.: Quais são para ti, os principais valores que uma equipa de hóquei deve ter ?
M. P. :
Uma equipa de hoquei tem de ter muito treino, mistica, suor e lágrimas e as coisas aparecem naturalmente.

P.A.: Pensas que esses valores são sempre respeitados ? Porquê ?
M. P. :
Não. Penso que por vezes se pensa que os nomes resolvem... Não são os nomes, é o trabalho.

P.A.: O que é que mudarias, para melhorar o hóquei em patins nacional e internacional ?
M. P. :
A nivél nacional acho que se está a deixar para trás as camadas jovens, o hóquei não é patinagem artística, não se pode chamar a um jogo um convívio, mas sim jogar com alegria e fair Play isso sim é o convívio mas sempre com um objectivo a vitória.
A nivél internacional está-se a trabalhar muito bem e os resultados estão á vista.

P.A.: O que é que pensas da vitória de Portugal sobre a Espanha na última Taça Latina ?
M. P. :
Fantástico, é uma grande geração já com grande maturidade vão dar cartas no futuro.

P.A.: Pensas que se os miudos fossem obrigados a jogar com capacete até aos 12 – 15 anos isso também poderia contribuir a uma maior afluencia de miudos para o Hoquei em patins ? Porquê ?
M. P. :
Não sou de acordo com o capacete, penso que só dificultaria a visibilidade tornando o jogo mais lento.

P.A.: Se eu te disser que só temos 10 pistas cobertas na Suiça, o que é que te inspiram os últimos resultados das seleções Suiças a nível Internacional (n.d.r. 3° no Euro Juniors 2005, 2° no Euro Séniores 2006, 2° no Mundial Séniores 2007) ?
M. P. :
Muito bons como já disse numa pergunta anterior a nível internacional está-se a trabalhar com muito empenho e seriedade a Suíça é um desses países e os resultados estão á vista.

P.A.: Pensas que o Blog Patinslover, tem de alguma forma ajudado a divulgar o Hóquei em patins? Quais são os temas do blog que preferes ?
M. P. :
Sim o Patinslover já é uma referencia no mundo do hoquei o blog está muito bem elaborado gosto de todos os temas e tenho sempre que posso divulgado e recomendado, muitos parabéns Pedro.

P.A.: Que mensagem gostarías de deixar neste blog ?
M. P. :
Força Campeões !!!!

Pedro Antunes : Que outra pergunta gostavas que te tivesse colocado e qual tería sido a resposta ?
Marco Pedro :
Qual é para ti a referencia no hoquei ? Tó Neves.

Obrigado pela tua participação e um grande abraço para ti.
Pedro Antunes.
**
P.S.: Descubram o Blog do Marco Pedro (aqui)

16 mai 2006

Entrevista - Zé Querido

Olà Zé,

Antes de mais, quero-te felicitar por mais este grande feito que conseguis-te, que é o de teres levado a tua equipa à final da Taça CERS.

Foi um grande prazer ter trocado algumas palavras contigo em Genève. Acho que és o exemplo do que é um GRANDE treinador de Hóquei em patins e desejo-te as maiores felicidades.


Agradeço-te desde já o tempo que passas-te para me deixares algumas das tuas opiniões:

Pedro Antunes : O que é para ti « Ser emigrante » ?
ZÉ QUERIDO : Ser emigrante neste meu caso foi mesmo uma necessidade pois estava sem clube e como tinha escolhido a profissão de treinador de hóquei em patins e em Portugal não apareceu nenhum clube interessado e o Vilanova apresentou-me esta sua vontade de os treinar, para cá vim e até ao momento não estou nada arrependido da minha escolha. O único senão é estar longe da familia, situação esta que eu espero mudar rápidamente. Penso que nos tempos que estamos e com a Europa tão ligada, ser emigrante já não é tão dificil como antigamente, pois no campo social há um equilibrio muito maior de culturas e como tal a adaptação torna-se mais fácil.

Pedro Antunes : Quando é que chegás-te a Vilanova e como tem decorrido o teu dia a dia ?
ZÉ QUERIDO : Cheguei a Vilanova em 25 Janeiro de 2005. O dia a dia aqui é sempre inserido no hóquei em patins, pois também faço a cordenação de todo o hóquei base do Vilanova, com observaçao de miúdos, com reuniões com treinadores de outros escalões e de outras equipas mas cada vez mais procuro fazer com que a minha adpatação aos meios hóquisticos aqui existentes seja o mais rápida possivel, pois como deves entender as coisas aqui têm a sua diferença, comparado com aquilo que tu estavas habituado em Portugal.

Pedro Antunes : Que comparação fazes do trabalho feito nas camadas jovens em Espanha em relação a Portugal ?
ZÉ QUERIDO : Acho que a diferença nao é muita e em alguns casos até penso que em Portugal se trabalha melhor. O que é verdade é que por caractér, por forma de ser, os jogadores espanhóis encaram tudo aquilo que fazem com mais determinação e com um conceito mais prático, ou seja o objectivo passa por conseguir vencer com muita humildade e simplicidade que me supreende e muito.

Pedro Antunes : Quem foi o principal responsável, pela paixão que tens pelo hóquei em patins ?
ZÉ QUERIDO
: O meu Pai (Carlos Querido) que também foi jogador e treinador de hóquei.

Pedro Antunes : Quem foi para ti o melhor jogador de todos os tempos ? E actualmente ?
ZÉ QUERIDO
: O António Livramento.Actualmente á um lote bastante bom e equilibrado relativamente á evoluçao do hoquei em patins mas acho que o Borregan,Pedro Gil, Sergio Siva,Reinaldo Ventura,Mariano Velasquês,Mirko Bertolluci,David Paes poderam ser aqueles que mais se destacam.

Pedro Antunes : Concordas com a expressão « Treinador não é um trabalho, é uma aventura » ? Porquê ?
ZÉ QUERIDO : Não. Acho que ser treinador é uma profissão como outra qualquer e até em alguns momentos e casos bastante mais complexa do que parece.

Pedro Antunes : O que é que pensas que se podia fazer, para trazer mais miúdos jogar Hóquei em Patins ?
ZÉ QUERIDO : Penso que as entidades internacionais deveriam fazer como fazem outros desportos. Promover o Hóquei em Patins e deixar de andar sempre a dizer e fazer certas coisas na teoria e sim passa-las á prática, porque dinheiro continua-se a gastar mas cada vez mais e mal aplicado. Basta ver nos campeonatos Europeus ou Mundias, pessoas não faltam para acompanhar organismos mas quando toca a desenvolver a modalidade toda a gente não pode porque estão ocupados com outras coisas que não têm nada a ver com a modalidade. Este sim, penso que é o principal motivo, de esta modalidade só ser forte em três ou quatro Países, pois os responsáveis não querem ter trabalho.

Pedro Antunes : Em Itália, jogar com capacete é obrigatório para todos os jovens até aos 16 anos. Depois desta idade não é obrigatório, mas é permitido. O que pensas desta solução ?
ZÉ QUERIDO : Nao consigo ter uma opiniao formada sobre este assunto .

Pedro Antunes : Na tua já longa carreira de treinador, o que é que te marcou mais pela negativa ?
ZÉ QUERIDO : É dificil dizer coisas pela negativa, pois eu considero que estamos sempre a aprender e como tal tudo aquilo que se possa dizer que é negativo, eu o transformo em aprendizagem

Pedro Antunes : E pela positiva ?
ZÉ QUERIDO : Pela positiva tem sido as pessoas com quem tenho trabalhado, desde jogadores, dirigentes, arbitros e o apoio de toda a familia.

Pedro Antunes : Há alguma coisa especial que gostavas de comentar ?
ZÉ QUERIDO : Acho uma coisa que pode ser importante para esta modalidade, que é a necessidade de manter metidos os ex. jogadores na modalidade e se possivel em cargos que possam desenvolver a modalidade, pois só com pessoas que sabem o que é o hóquei em patins, se poderá fazer alguma coisa de jeito.

Um Abraço
ZÉ QUERIDO


Obrigado Zé. Fico muito feliz por poder apresentar esta conversa contigo.
São estes momentos que são para mim importantes. Mais importantes que ganhar campeonatos ou medalhas. A amizade é uma coisa que para mim tem muito valor.

Um grande abraço e até sempre.

Pedro Antunes